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4 problemas de visão nas crianças: saiba como reconhecê-los

Miopia, hipermetropia, astigmatismo e estrabismo são os principais distúrbios que podem atingir a visão dos pequenos.

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Publicado em: 22 de abril de 2019

Conheça quatro distúrbios relacionados aos erros de refração – que significa que a luz não chega com nitidez à retina e, logo, a imagem que se forma não é nítida. Isso pode ocorrer por causa do tamanho do globo ocular, pelo seu grau de opacidade ou em função de irregularidades na córnea. Veja o que acontece com a visão:

Miopia

Segundo estudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de 20% das crianças em idade escolar têm problemas de visão, sendo que a miopia é o principal deles. “A doença sustenta o título de epidemia do século”, diz o oftalmologista Fabio Adams, do Hospital Infantil Sabará (SP). Segundo pesquisadores, se ela continuar a avançar, até 2050 metade da população sofrerá com o problema. O distúrbio ocorre quando a imagem se forma antes da retina, causando dificuldade para enxergar de longe.

Hipermetropia

Ao contrário da miopia, faz com que a imagem seja focada atrás da retina, causando dificuldade para enxergar de perto. Pode acontecer devido ao menor comprimento do globo ocular ou se a córnea e o cristalino tiverem curvatura menor que o normal. “As crianças podem ser um pouco hipermétropes, por conta do processo de crescimento dos olhos. É considerado normal que ela tenha cerca de 2 graus de hipermetropia, já que existe um mecanismo de compensação nos olhos, que acaba acertando a visão. À medida que ela cresce, esse grau tende a diminuir”, diz Rosana Cunha.

Astigmatismo

Não é caracterizado pelo problema de focalizar à frente ou atrás da retina, mas sim pela irregularidade da córnea. Ela faz as imagens ficarem distorcidas, já que os raios de luz não chegam num único ponto na retina, afetando a visão de perto e de longe.

Estrabismo

Sua principal causa é a hipermetropia. A malformação dos músculos que sustentam o globo ocular também leva ao desvio dos olhos. Se for diagnosticada nos primeiros anos de vida, pode não deixar sequelas.

Fonte: Revista Crescer