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Ansiedade e depressão são fatores de riscos para doenças cardíacas

Especialista alerta para a importância da saúde mental no combate aos sintomas de quadros cardiovasculares

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Publicado em: 19 de agosto de 2019

 

Para ter a saúde cardíaca em dia, não basta apenas manter o peso considerado ideal, baixar o colesterol, comer comidas com menos gorduras. É essencial também cuidar da saúde mental.

A depressão e ansiedade, transtornos psiquiátricos mais comuns nas últimas décadas, frequentemente coexistem com a doença arterial coronariana (DAC) e outras doenças cardiovasculares (DCV). “Tanto os sintomas depressivos como a ansiedade são atualmente reconhecidos como fatores de risco para doença arterial coronariana, além de apresentarem processos fisiopatológicos complexos que parecem influenciar negativamente no prognóstico dos pacientes com essas doenças”, informa o cardiologista Frederico Fonseca.

Ansiedade

O cardiologista alerta que a ansiedade pode favorecer hábitos que aumentam os riscos de doenças cardíacas. “Receber o diagnóstico de uma doença nunca é fácil. Quando se tratam das disfunções que afetam o coração, o quadro geralmente pede ainda mais equilíbrio emocional. Porém, em muitos casos, o fato de ter alguma doença, ou o medo do diagnóstico, acaba causando repercussões em outras áreas da saúde do paciente. A presença de um sintoma psiquiátrico ou estresse emocional, por exemplo, pode levar a mudanças nos hábitos de vida da pessoa, favorecendo comportamentos como abuso de álcool, tabagismo, obesidade, aumento da pressão arterial que, por sua vez, aumentam o risco de doenças cardíacas”.

Ansiedade cardíaca

Desde o início dos anos 2000, a cardiologia reconhece a ansiedade cardíaca. “Em alguns casos, pessoas com a ansiedade disfuncional podem ter medo de estímulos e sensações relacionadas a manifestações cardíacas percebidas, consideradas como perigosas.  O paciente pode sentir dor no peito e passa a evitar situações onde possa ocorrer esse tipo de manifestação, como fazer exercícios ou qualquer outro tipo de esforço. O comportamento evitativo é o principal componente que pode dificultar a aderência de um paciente cardiopata ao programa de reabilitação, uma vez que pode haver resistência a, por exemplo, praticar qualquer atividade física, por medo de sentir taquicardia ou palpitações”, esclarece o médico.

 

Tratamento

O cardiologista Frederico Fonseca explica ainda que “as estratégias de tratamento da depressão, como o uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), têm o potencial de contribuir para a redução do risco de eventos coronarianos agudos. Clinicamente, instrumentos e protocolos para o rastreio e avaliação da depressão e ansiedade buscam atuar nos efeitos negativos desses transtornos sobre a qualidade de vida e a saúde cardiovascular”.