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Hábitos não-saudáveis têm contribuído para elevar o número de infartos em jovens

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS)

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Publicado em: 30 de setembro de 2019

Antigamente mais comuns em pessoas com idades mais elevadas, as doenças cardiovasculares têm levado também um grande número de jovens a óbito“Com cada vez mais jovens expostos aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os casos do ataque cardíaco na faixa etária mais jovem vêm aumentando de maneira considerável. Já em 2013 houve um aumento de 13% no número de infartos entre a população com até 30 anos. Esse crescimento mostra hábitos não-saudáveis e que colocam em risco a vida dos mais jovens”, afirma o cardiologista Frederico Fonseca.

 

O especialista da DMI alerta sobre outras causas que podem levar ao desenvolvimento de doenças e até ao óbito. “O uso de anabolizantes e outras drogas também contribuem para um risco elevado de ter um infarto, além de outros problemas de saúde”, ressalta o cardiologista Frederico Fonseca.

 

Alguns fatores de risco são determinantes para a ocorrência das doenças, tais como diabetes, hipertensão, tabagismo, estresse, obesidade, doença da tireoide, colesterol alto e histórico familiar. “Para combater as principais doenças que afetam o coração, recomenda-se a prática de atividades físicas aliada a uma alimentação balanceada, com baixa concentração de sódio e açúcar, além de acompanhamento médico e nutricional, que são parte dos fatores de riscos modificáveis. Para os não-modificáveis, como histórico familiar e idade, têm se destacado alguns programas de reabilitação cardiovascular e estratégias de promoção da saúde para a redução e/ou remoção de seus fatores de risco”, explica o médico.

 

Ansiedade

 

Além da saúde física, a saúde mental é um fator que pode influenciar diretamente no coração. “Temos danos cada vez mais comuns. Por exemplo, há um número crescente de pessoas com ansiedade. O transtorno pode gerar diversos efeitos no corpo e para pessoas com fatores de risco, por exemplo, pode ocorrer um desenvolvimento mais rápido da doença arterial coronária. A pessoa que vive sob uma rotina estressante libera altos níveis de hormônios, que provocam instabilidade no organismo. A adrenalina é um deles, pois ela atua, por exemplo, aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que pode culminar em um ataque cardíaco e até levar a morte. Outro hormônio liberado durante situações de estresse é o cortisol, que pode causar mortes em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares”, adverte o cardiologista.