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Novas descobertas podem acelerar a impressão de órgãos humanos

Modelo de impressão ajudaria a evitar a incompatibilidade de receptores de órgãos e diminuir a fila de esper.

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Publicado em: 07 de maio de 2019

Com tantas pessoas na fila de espera por órgãos, a ciência tem um papel fundamental para encontrar soluções que salvem vidas. Uma delas seria a bioimpressão de órgãos humanos, que mostra significativos avanços: nos últimos dias, um estudo publicado na Revista Scienceapresentou o trabalho de um grupo de bioengenheiros que estão criando uma técnica para imprimir tecidos vasculares.  A arquitetura das redes vasculares são bem complexas, já que elas são passagens vitais para o transporte de sangue, ar e outros nutrientes. O sistema tem redes independentes mas que são fisicamente e bioquimicamente entrelaçados.

A equipe de bioengenheiros criou uma nova tecnologia de impressão com o nome "aparelho de estereolitografia para engenharia de tecidos", que produz hidrogéis macios camada por camada. As camadas de gel são impressas e se solidificam sob a luz azul. Então um corante amplamente disponível na indústria alimentícia é usado para absorver a luz azul e refinar onde as camadas finas e delicadas se formam. Esse processo permite que a equipe produza gel à base de água em questão de minutos.

Uma estrutura que imita o pulmão foi submetida a testes de estresse, com sangue e ar sendo empurrados através de seus tecidos. O modelo foi aprovado e os cientistas descobriram que as células vermelhas do sangue poderiam até mesmo capturar o oxigênio enquanto o saco de ar "respirava".

"Quando fundamos a Nervous System, foi com o objetivo de adaptar algoritmos da natureza a novas formas de projetar produtos", afirma Jessica Rosenkrantz, coautora do estudo. "Nós nunca imaginamos que teríamos a oportunidade de trazer isso de volta e projetar tecidos vivos."

"Com a adição da estrutura multivascular e intravascular, estamos introduzindo um extenso conjunto de liberdades de projeto para a engenharia de tecidos vivos", explica Jordan Miller, coautor principal da Rice University. "Agora temos a liberdade de construir muitas das intricadas estruturas encontradas no corpo". Isso significa que pacientes poderão receber órgãos substitutivos de suas próprias células — um avanço considerando que os receptores de transplante precisam passar a vida inteira tomando remédios para evitar a rejeição do órgão de um doador externo.

Infelizmente, esses órgãos ainda não estão disponíveis para pacientes e provavelmente levarão muito mais tempo para serem aperfeiçoados.  A equipe disponibilizou o trabalho gratuitamente para que outros possam colaborar na pesquisa. 

"Disponibilizar os arquivos de projeto de hidrogel permitirá que outros explorem nossos esforços aqui, mesmo que utilizem alguma tecnologia futura de impressão 3D que não existe hoje", acrescentou Miller. "Estamos apenas no começo de nossa exploração das arquiteturas encontradas no corpo humano. Ainda temos muito a aprender."

Fonte: Galileu